Sistema de Bibliotecas

Universidade Federal do ABC

 

 

Conheça os trabalhos recentes

de pesquisadores da UFABC

indexados na Scopus

 

CLIQUE AQUI

 


 

Horário de funcionamento: 

De segunda a sexta-feira das 08h às 22h e aos Sábados das 08h às 13h30.

 

Biblioteca Santo André:

Avenida dos Estados, 5001
Bairro Santa Terezinha - Santo André
CEP: 09210-580
Telefone: (11) 4996-7933
E-mail:
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

 

Biblioteca São Bernardo do Campo:

Alameda da Universidade, s/nº
Bairro Anchieta - São Bernardo do Campo
CEP: 09606-045
Telefone: (11) 2320-6200
E-mail:
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Informações gerais sobre o Sistema de Bibliotecas:

Telefone: (11) 4996-7930

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.    

  

Biblioteca Universitária 

Registro CRB/8 3706

Siga-nos

Sophia Scielo   __ 
fapesp ibict2    
capestv periodicos    
cnpq comut    
springer dominpub    

ebscoebooks

     
 

 


  

Oficina com a escritora Sheyla Smanioto

Setembro 27, 2017

[INSCRIÇÕES ENCERRADAS] Já atingimos o número máximo de pessoas inscritas, por isso encerramos as inscrições. Entraremos em contato por e-mail com as pessoas selecionadas. Este evento em específico tem um número limitado de participantes, mas em breve divulgaremos mais atividades do Núcleo com escritoras convidadas que abrangerá um público maior. Agradecemos a participação de tod@s!

 

 

 

Neste sábado, dia 30 de setembro, o Núcleo de Criação Literária recebe a escritora Sheyla Smanioto para uma oficina sobre Corpo e Escrita. Sua proposta é estimular a escrita criativa através de exercícios respiratórios e outras feitiçarias. Além dos participantes que constroem o núcleo conosco a cada encontro, convidamos mais dez interessados em compartilhar essa experiência.

A classificação dos candidatos será por ordem de inscrição. Entraremos em contato com os inscritos por email na sexta-feira!

Formulário neste link: <https://goo.gl/K3CPUx

>.The 100th Memorial Day Parade


Posted in: Divulgação

Dezessete horas.

Setembro 4, 2017

   “Eu, personagem do buraco negro, do vazio escuro e ilimitado que nada fala, nada ouve e vive, como um ser só, soando no limbo, resquícios de sonhos e solidão”. Porque as pessoas fazem literatura de banheiro? Contraio a bexiga, um jato de urina dispara, o último. Porque nosso desejo de comunicação é tão intenso que borramos de batom as portas dos banheiros?   

   Droga, não tem papel reviro a bolsa, papel? Papel? Nada. Olho as meias, antes as meias… meus pés doem. Quando começaram a doer? Faz tempo? Me volta a memória da gorda estúpida do trabalho… que mulher deprimente, reclamava do esporão, do esporãozinho. Balanço a cabeça, afasto a imagem, tenho pavor de reclamar do esporãozinho. O ortopedista me disse para comprar uma palmilha de silicone e explicou como aliviar a dor do esporão calcâneo. Achei que era castigo! 

   Sentar… peso na perna direita. Sentar… peso na perna esquerda. Na Luz o trem é cheio, mas quem sabe no Brás? Se todos forem para o happyhour o trem estará vazio. Hora feliz. Hora feliz é aquela passada sentada na viagem de trem! Penso no momento em que poderei me livrar dos sapatos, vestir os chinelos, tirar as meias mijadas, o soutien, a calça que marca o culote.  

   Sigo rumo a plataforma, quanta gente, se fossem peixes seriam cardume, parecem cardume, cheiram como cardume, mas peixes são mais organizados, não saem trombando uns nos outros dessa forma. Por que não vim um peixe? Vida de peixe, destino de peixe. Sardinha, se eu viesse peixe seria sardinha, para acabar enlatada, igualzinho no trem.  

   Escada rolante, contorço meus pés sofridos, coloco o peso novamente na perna direita, no meio da subida troco para a perna esquerda, não alivia nada, sigo rumo à aglomeração do primeiro vagão, a maioria são mulheres, fico logo antes da faixa amarela e olho o foço dos trilhos, balanço o corpo, meus olhos são atraídos sempre para o foço, procuro ratos, se eu cair daqui machuca muito? Se eu me machucasse um pouco, nada grave, mas o suficiente para uns dias de hospital, sendo cuidada, o pretexto perfeito para largar tudo sem sentir culpa, um afastamento legítimo.  Claro que eu não quero me matar, quero apenas descansar, descansar sem sentir culpa, sem ter que dar explicações, sem precisar atender a ligação para dizer que já estou chegando. Chegando… 

   “Senhores usuários, cuidado com o vão entre o trem e a plataforma…” a mensagem monótona me chama à responsabilidade, antes os alto-falantes eram visíveis, agora parecem vozes fantasmas, se misturando à tantas outras na minha cabeça. O trem já estaciona lotado, entro assim mesmo, nem tento segurar. Blindo-me como posso dos corpos e cheiros, não olho ninguém. Sem contato. Sem contato. Conto sem parar os dedos das mãos, de dois em dois. Não consigo ver a paisagem pela janelinha, mas tenho todo o percurso decorado.  

   Brás, baldeação, escada rolante, coloco o peso na perna direita, troco para a esquerda, sem alívio. Sigo para o primeiro vagão. Meus pés doem. Tenho esporão, mas não admito a ninguém. Tenho pavor de reclamar do esporãozinho. Como a colega no trabalho. Ela não pega trem, mas reclama do esporãozinho. Se pegasse morria! Me incomoda essa pena que ela sente de si mesma. Minha amiga me diz: “para de implicar com a pobre, o seu problema é pinto! ”. Nem de pinto eu gosto, eu gosto é de voltar sentada na viagem de trem. Não foi dessa vez, busco o fundo do vagão. Repito meu tedioso balé buscando aliviar a dor nos pés, a cada parada renovo a expectativa de sentar-me. Sinto a bexiga encher. Acrescento o movimento de apertar a bexiga ao de aliviar os pés. Chegando à estação terei que ir no banheiro.  

   Sem escada rolante, subo cada degrau lentamente. Sigo até o banheiro. Último jato. Na porta está pichado “Jesus te ama”. Droga, não tem papel. Olho novamente para a pichação: Se Jesus me amasse, teria papel! 

 

Ivone Mariano

 

 

 

2956530840_c472385ff4_o


Bege

Agosto 30, 2017

   “A vida passava breve e longa com todo o pensamento aprisionado em seu quarto. A umidade aprisionada naquelas quatro paredes, molhava de leve a pele da moça bege. A moça bege ficava ali, como se fizesse parte dos móveis do aposento, quase invisível, camuflada”.

   Suas articulações, já enferrujadas, aquele torcicolo do lado esquerdo do pescoço, a trava das costas, a dor de cabeça. A moça sente nas entranhas o arranhar das engrenagens do relógio. O tempo é coisa curiosa, você não pode vê-lo, não pode tocá-lo, não pode prová-lo, e mesmo assim ele age sobre você, você o sente profundamente. O tempo é algo como um Deus, para as pessoas que têm fé.

   Aqui, engalfinhada na cama, enquanto o despertador não toca – e nem precisava, já que ela sofre de insônia -, os pensamentos são entrecortados pela dor pulsante, como se lhe dessem contínuas marteladas que abalam o topo da cabeça e retumbam no ouvido. Essa noite não pregou o olho nem por uma hora. Na tevê, ligada na emissora hegemônica, passa a Sessão Corujão. O filme é uma ficção científica sobre um rapaz que todos os dias, ao acordar, percebe-se sempre vivendo o mesmo dia.

   Cinco horas, o despertador toca. Urina, apertada. No banheiro, se lava tentando fazer escoar o excesso de umidade e de pensamentos. A dor continua. O dia começa. Veste uma roupa qualquer, não penteia o cabelo, faz um coque. Não há tempo pra tomar café, de casa ao trabalho são 2 horas e meia, sem trânsito. Um trem, dois metrôs e dois ônibus. Trabalha lá na zona sul, Jardim Ângela. Se eu der mais um passo – a moça pensa – caio fora do mapa.

   Lá no projeto social, a moça tira gente da rua, corta cabelo e se precisar até dá banho, ajuda a escovar os dentes. Ela teme que algum dia um moleque mal intencionado, inconsciente do bem que ela lhe fez, volte pras drogas e queira persegui-la. Ainda dói. Das histórias que a moça ouve todos os dias a gente não pode nem imaginar e é essa algaravia de vozes que lhe ressoam à noite nos ouvidos e não a deixam dormir.

   Ela se sente despedaçar em inúmeros perfis, como os espelhos de um caleidoscópio sem cores, cada parte sua refletindo uma dessas histórias. O dia inteiro assim, aos pedaços, nunca inteira.

   17h48. Volta pra sede, põe o dedo no leitor digital, pega o papelzinho que foi impresso, guarda para o caso de precisar provar pra chefe, se pagamento não vier certinho. Volta pra casa, horário de pico, agora serão, no mínimo, 3 horas. Pega o ônibus vazio, mas logo se levanta pra dar lugar pra uma senhora com três filhos, um deles não deve ter ainda um ano, o segundo beira os dois, a menina, mais velha, não aparenta ter chegado aos quatro… um por ano – ela pensa. A moça não tem filhos e nem pretende ter.

   Olha a paisagem e tenta se distrair, a dor é persistente. Na hora do almoço ela tomou um comprimido, melhorou, mas não passou. Nunca passa. No metrô é igual, cheio de gente, ela está cansada, mas não há qualquer pretensão de se sentar.

   Quando chega ao trem, as juntas rígidas pelo pouco espaço, quase não consegue se mexer. O cheiro de trem às 19h30 é um misto de desodorante vencido e meias mal lavadas. O estômago embrulha um pouco. Quando finalmente chega em casa não está com fome, mas se obriga a comer. Se arrasta até o chuveiro, tenta tirar o suor e o cansaço na água norma. Exausta, se deita.

   4h45 e a moça ainda não pregou o olho. Tenho que procurar um médico – ela reflete, enquanto outros pensamentos e as dores constantes se misturam. Rola de um lado pro outro na cama. Sente o arranhar. É como se realmente seu corpo fosse um sistema cheio de engrenagens que giram com dificuldade, como um relógio antigo.

Cinco horas, o despertador toca. Urina, apertada. No banheiro, se lava tentando fazer escoar o excesso de umidade e de pensamentos. A dor continua. O dia começa. Veste uma roupa qualquer, não penteia o cabelo, faz um coque. Não há tempo pra tomar café, de casa ao trabalho são 2 horas e meia, sem trânsito. Um trem, dois metrôs e dois ônibus. Trabalha lá na zona sul, Jardim Ângela. Se eu der mais um passo – a moça pensa – caio fora do mapa.

Mara Aline

metro-periphery-2686372_1280


HIAH

Agosto 29, 2017

 Deitada em um banco de cimento enlodado pela chuva. Cantinho bucólico, gramas, samambaias, pássaros brincando, era a escola. Um braço apoiado na testa para desviar os raios de sol, uma perna dobrada outra esticada, calças largas de tom marrom desbotado, tênis all star quase a desamarrar, mochila bege rabiscada com canetas de várias cores jogadas ao lado, cabelos cacheados de um ruivo quase vermelho despencam atingindo o chão com algumas folhas presas pelas dobras dos cachos, olha para o céu por trás dos galhos do ipê, fecha os olhos e se deixa levar pelo borbulhar de seus pensamentos.

Hiah! Hiah… Soa tão estranho, esquisito… Porém único. Isso! Hiah! Única, esplendida, eu a senhorita esplendida. Hora de ir para casa…

Levanta, ajeita a mochila, prende o cabelo no topo da cabeça, vê as folhas, mas as acha graciosas e resolve deixar, coloca a mochila por uma alça e sai.

Não queria ir para casa. Hoje poderia ser terça-feira outra vez, não sei por que os finais de semana existem, são tão desnecessários. Pelo menos para mim, os meus não são como os das minhas amigas… Mas agora não tem jeito, preciso ir. Quando eu conseguir um trabalho eu saio de lá e levo minha mãe e meus irmãos, eles ficarão bem melhor sem ele. Vou ser médica para saber cuidar da saúde dela, não a quero ver morrer, não sei o que seria de mim se isso acontecesse…

Enquanto caminha, chuta as pedras e latas, descontando nelas os aborrecimentos causados pelos pensamentos.

Não quero casar com ninguém daqui. Esses moleques toscos, não! Não mesmo. Nem sei se gosto de menino mesmo, talvez nem goste. Por que tinha que ser ele, justamente ele o meu pai. Poderia ser qualquer outro ou nem precisasse tê-lo. Assim não, assim melhor não ter.

Começou a lembrar de todas as vezes que chegou em casa e viu sua mãe com manchas rochas, olhos inchados, roupas rasgadas e cabelo revirado, chorando abraçada e tentando acalmar os gêmeos. Naqueles momentos a dor apertava o peito, o nó na garganta e o choro inevitável. Chorava de ódio dele, chorava por ver a mãe machucada, chorava tantas vezes por não saber como mudar tudo aquilo (ela sentia impotência, mas ainda não sabia o nome para o sentimento que estava cansada de sentir). Ainda chora escondida, abafada pelo travesseiro. Para ela, o que resta é chorar e sentir uma angústia que não tem mais fim.

De súbito:

Mas e se… E se ele morresse!? Se sofresse um acidente!? Não! Não devo pensar nessas coisas, ele é meu pai… A nossa vida é um inferno com ele, mal dormimos aos finais de semana… Mamãe acha que as pessoas que cometem esse tipo de coisa vão para o inferno. Será que o inferno é pior que nossos finais de semana? Não sei se ela está certa, mas se eu fosse para o inferno, pelo menos eles ficariam bem? Eu só queria que ele mudasse, mas ele não muda.

O caminho passou tão depressa que não se deu conta de que já havia chegado na rua da sua casa. Um burburinho, gritarias. Ela corre em direção ao portão, abre a porta e vê o pai de costas. Lembra que já faz treze anos aproximadamente, que ele chega bêbado e, naquele dia, não foi diferente. Ofegava antes pelas lembranças, ofegava agora pela cena: outra vez, vê a mãe caída no chão, sem forças nem mesmo para chorar, os irmãos mais novos desesperados no berço. Não hesita, pega o vaso do lado da
porta, chega por trás e, num único golpe, ele está no chão.

Demorei para tomar essa atitude, deveria ter feito na primeira vez. Não me arrependo!

Uma voz de longe chama com doçura.

— Hiah? Hiah? Calma… Calma… Tudo bem?

Era dona Cida, a zeladora da escola. Uma senhora já com seus cabelos grisalhos, rechonchuda. Hiah acorda com o coração na boca, suor por toda a parte.

— Oi dona Cida. Só estou um pouco tonta. Deitei aqui e acabei dormindo e tendo um pesadelo.

Dona Cida senta ao lado dela, pega sua mão dando umas tapinhas suaves.

— Calma tá tudo bem, já passou. Agora você precisa ir para casa para descansar essa cabeça.

— Tá bem. Obrigada por me acordar, já estou indo.

Resmunga por entre os dentes.

—Descansar, descansar… Na verdade nem queria ir para casa.

— Disse alguma coisa Hiah? Pergunta dona Cida.

—Não dona Cida, está tudo bem, só pensei em voz alta.

A zeladora olha nos olhos de Hiah, como se soubesse de toda aquela turbulência.

Vá para casa hein! Hiah, para casa…

— Pode deixar, vou sim.

Levanta, ajeita a mochila, prende o cabelo no topo da cabeça, vê as folhas, mas, as acha graciosas e resolve deixar, coloca a mochila por uma alça e sai.

Fuló

 

black-1844997_960_720


Posted in: Conto, Escrita, Fuló

“Um pequeno impulso musical” (a interrupção temporária do silêncio)

Julho 15, 2017

– Ah; que vontade de cantar!

… As canções estão soltas entre diversas palavras em quase todas as línguas e costumes simples ou complexas com cadências regulares ou irregulares livres de qualquer preceito moral…

*A dois amigos.

Algumas pessoas soam e são como canções ao vento, de pouco peso, assim como nuvens passageiras, crônicas diárias, destituídas da rigidez, insubmissas ao rigor excessivo das autoridades, seguem sempre avançando, sem propósito ou proposta definida, não reverenciando etiquetas nem baquetas ou batutas e não buscando a fama ou a glória ou nenhum outro resultado prático, continuam apenas sentindo os ritmos confusos e caóticos da vida, dançando frouxas, sem limites, em intermináveis circunferências absurdas. Prontas; antes mesmo de serem inventadas ou codificadas, elas estão ali, sempre presentes, dispostas nuas, cruas, naturais, soando entre antigas folhas brancas, passando por todas as épocas, ilimitadas, vibrantes e frenéticas, criadas ao acaso, sem pesquisas.

(sons, movimentos, variações fora do comum, distraindo, divertindo os mortais)

 

– Sei que Deus me fez homem; e me deu o domínio sobre todas as obras da sua mão, e sob meus pez tudo colocou, mas as vezes, tudo o que sinto é um pequeno impulso musical.

– Ah; que vontade de cantar!

Neto Aaron França. SBC 26 de junho de 2017

 


Próximo encontro 15-07-2017

Julho 15, 2017

Boa noite,

O próximo encontro do Núcleo de Criação Literária será realizado neste sábado, às 11h00, na Livraria Alpharrabio. Estaremos todas(os) lá prestigiando o lançamento do livro “A Mulher Antiga”, poemas de Dalila Teles Veras – Coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina, volume I. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Livraria Alpharrabio
R. Dr. Eduardo Monteiro, 151 (altura do nº 1000 da Av. Portugal) – Jardim Bela Vista – Santo André, SP 4438-4358

Equipe NCL.

19961672_1734275853268360_6421613288443295017_n


Posted in: Divulgação, encontros

Tic- Tac

Julho 6, 2017

Passa o tempo

Passa a hora

Perdeu-se o andamento

Congestionou-se a aurora

Passa o tempo

Passa a hora

Não há mais discernimento

Só vontade de ir embora

Passa o tempo

Passa a hora

Cada minuto é cerceamento

Cada segundo um quarto de outrora

Passa o tempo

Passa a hora

Quem dera um movimento

Quem dera pertencer ao agora

Passa o tempo,

Vê se não se demora

Passou o momento

Mas não a vontade de melhora

Tainá Roberta

time-371226__340


Posted in: Escrita, Tainá Roberta

Lava quase vulcânica

Julho 4, 2017

 

Nos meus vales sussurras palavras melódicas

Com perfeita fluência, ventania de cadências harmoniosas

Nas colinas dorsas tocas trazendo arrepios vulgares

Gravuras se encravam nos pelos das rochas extrusivas e sedimentares

 

Viris momentos de viagens latentes

Meus cabelos envoltos em fluxos ardentes

Pelo rosto desenhas com toques suaves e quentes

Quem me dera meu Deus fossem sempre presentes

 

Os toques esquentam mesmo que antes gelados

livremente passeiam entre os mundos conectados

Do infinito, sabe Deus, o que ainda não alcançamos

Pois até sem saber, com sons inaudíveis conversamos

 

Rapidamente me guias a erupções vulcânicas

Me estremeces abalando minhas placas tectônicas

Abalos sísmicos energéticos com frequências harmônicas

Calor que vem de dentro volatiza os pensamentos insanos

 

E quando chega às margens do oceano

Solidifica formando geologias abluídas

A quebra rítmica devolve o poder auditivo leviano

Palavra volta a ser palavra, magia acaba,

Maldito tempo profano.

 

Lucas Figueiredo

lava-656827__340


DIRETAS, JÁ!

Julho 1, 2017

 

Certeza, cerveja, carne e carvão,

Estreita a peleja, não há quem não esteja com o copo na mão.

Aqui se festeja, gargalha, pragueja roda que nem pião,

Vira duque e duquesa

de gentis à realeza

sem o balde e o esfregão

Oh, Senhor, tenha a fineza,

de tomar-me a tristeza

e devolver-me a eleição.

Ivone Mariano

abre2-1354731


Posted in: Escrita, Ivone Mariano

Protagonistas do Núcleo

Julho 1, 2017
Neto Aaron França
Neto Aaron França- Escritor

 

P1230752
Ana Aparecida- Mediadora dos encontros
P1230657
Lucas Figueiredo- Escritor
P1230586
Mara Aline- Escritora
P1230560
Ivone Mariano- Escritora