Sistema de Bibliotecas

Universidade Federal do ABC

Horário de funcionamento: 

De segunda a sexta-feira das 08h às 22h e aos Sábados das 08h às 13h30.

 

Biblioteca Santo André:

Avenida dos Estados, 5001
Bairro Santa Terezinha - Santo André
CEP: 09210-580
Telefone: (11) 4996-7933
E-mail:
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Biblioteca São Bernardo do Campo:

Alameda da Universidade, s/nº
Bairro Anchieta - São Bernardo do Campo
CEP: 09606-045
Telefone: (11) 2320-6200
E-mail:
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Informações gerais sobre o Sistema de Bibliotecas:

Telefone: (11) 4996-7930

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Biblioteca Universitária 

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EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA

 

Venha participar da abertura oficial da exposição itinerante da Fundação Salvador Arena.

O evento ocorrerá às 14h da próxima segunda-feira, dia 18 de setembro, na Biblioteca do câmpus São Bernardo.

 


 

 


 

INSTABILIDADE NO ENVIO DE MENSAGENS AUTOMÁTICAS

 

Prezado(a)s,

 

Durante essa semana o software gerenciador de acervo do Sistema de Bibliotecas da UFABC (SOPHIA BIBLIOTECA) apresentou uma instabilidade no envio de mensagens automáticas (lembrete de devolução).

 

Salientamos  que o envio de mensagens automáticas é um auxílio para o(a) usuário(a)  no gerenciamento de datas para devolução entre outros serviços.

 

Portanto, reforçamos a informação de que a forma oficial para consulta da data para devolução de materiais entre outras deve ser feita se logando no catálogo online: http://biblioteca.ufabc.edu.br/

 

Quaisquer dúvidas mande mensagem para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Preferencialmente com a captura de tela ou print screen em caso de erro no software da biblioteca.

Atenciosamente.

 

 


 

OFICINA PERMANENTE DE ESCRITA 

 

 


 

AVISO - ACESSO AO SOPHIA BIBLIOTECA

VIA DISPOSITIVOS MÓVEIS

 

Prezado(a)s usuário(a)s
Informamos que para se logar no catálogo online SOPHIA BIBLIOTECA via dispositivo móvel com Android (navegador CHROME) um dos seguintes procedimentos devem ser adotados:
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Mesmo com as orientações acima caso o usuário não consiga se logar solicitamos que seja tentado o login no catálogo online SOPHIA através de um computador.
Reforçamos que o ideal é que as renovações online sejam efetuadas com 1 dia de antecedência da data de devolução prevista.
Quaisquer dúvidas e/ou dificuldades de acesso devem ser mandadas para o e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , preferencialmente com o print ou captura de tela mostrando o 'erro' ocorrido.

 


 

   Em 2017, temos novidades!

Queremos ver todo mundo estudar e ficar à vontade por aqui. 

 

 

 

 


 


 

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INSTABILIDADE NO ENVIO DE MENSAGENS AUTOMÁTICAS

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Portanto, reforçamos a informação de que a forma oficial para consulta da data para devolução de materiais entre outras deve ser feita se logando no catálogo online: http://biblioteca.ufabc.edu.br/

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Preferencialmente com a captura de tela ou print screen em caso de erro no software da biblioteca.

Atenciosamente.

Este artigo foi publicado, originalmente, na revista literária mexicana Letras Libres, em dezembro de 2011 (confira aqui), mas seu conteúdo ainda é atual.

A tradução que segue é obra do Literatura no Brasil

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Pode alguém, a essa altura, continuar acreditando que ler é bom?

Supõe mudanças drásticas no humor, tempo desperdiçado sem trabalhar, experiência de dupla personalidade, batimentos do coração elevados, gastos supérfluos, menos espaço em casa. Enfim, trata-se de um vício difícil de manter e que produz maridos que chegam em casas bêbados de Moby Dick ou Vargas Llosa e se transformam em seres insuportáveis, dizem suas pobres esposas, e indivíduos violentos capazes de falar do capitão Ahab por uma hora e meia enquanto a mulher lhe diz, no canto e envolta num mar de lágrimas: “Ismael, por favor, chega!”

Com tristeza pode se ver jovens fugindo da realidade enquanto leem um livro atrás do outro e logo caminhando pelas calçadas em alta velocidade, embriagados de Cortázar e vomitando coelhos nas esquinas. Pobres rapazes os nossos, terrível época em que resolveram viver, na qual se publica um livro a cada meio minuto e é possível baixar romances pela internet, invenção do demônio que pôs essas e outras depravações ao alcance de qualquer um!

Lamentável câncer, a literatura. Talentosos alunos de preparatórios, futuros engenheiros de computação, possíveis administradores de empresas que um dia descobrem a miragem dos livros e decidem estudar Letras ou serem poetas. Com os anos, observo-os mendigando nas redações dos jornais: “Me dá uma errata para corrigir, pelo amor de Deus”.

Dos livros não se salvam sequer os ricos. Bibliotecas enormes em casa servem de cenário para que bibliófilos quarentões levem seus convidados a provar edições repousadas (“Ah, um Nabokov de 1955!”, “Que delícia esta primeira edição de Cem Anos de Solidão!”), como se o sabor fosse diferente só pela data de publicação. Iludidos! Criaram uma cultura do esquisito (“Um Borges sempre combinará melhor com um Bioy, nunca o leia em parceria com Robert Arlt porque, puxa, isso não é coisa de gente decente”), sem se darem conta que só o fazem pela embriaguez, por experimentar essa vertigem das palavras amontoando-se umas às outras, pelos personagens íntimos, pelas frases perfeitas.

Vi as melhores mentes de minha geração desfeitas pelos livros inúteis, por uma poesia que não serve para nada, desperdiçadas em ensaios que não dão pontos para o currículo. É que o problema, temos de reconhecê-lo, não é o consumo em si, mas a falta de moderação. Os médicos sempre recomendaram uma bibliografia saudável para a vida: um pouco de Quem mexeu no meu queijo?, o manual do IETU ou Sou mulher, sou invencível e estou exausta! Mas os viciados não sabem se conter, não sabem seguir dietas. Uma manhã despertam com desejo de Pérez Reverte, para na manhã seguinte terem largado tudo pelos roteiros de Woody Allen. Saltam de um gênero a outro, cruzam séculos inteiros e países em apenas uma semana sem se deterem na pirâmide alimentar que nos recomendam: abstenha-se da ficção científica, eleve seu conteúdo com colunas políticas. Os viciados nunca contam o número de páginas que consomem para dizer: “Já basta, foi o suficiente”. Depois de se engasgarem com seis aventuras de Wooster e Jeeves, sentem culpa e a única forma de mitigar esse sentimento condenável é seguir lendo.

A literatura deixa marcas, não há dúvida. Abdômens proeminentes, traseiros planos, uma vista cansada pelas páginas. O que estamos fazendo com nosso corpo? Pior ainda, por que ferimos nossa mente com essa informação desnecessária? Milhões de pessoas demonstraram que se pode viver sem Pessoa ou sem Octavio Paz, que se é feliz sem uma página do Quixote. Mas os consumidores de livros são seres derrotados, distraídos, perdidos. A literatura cria indivíduos incapazes de saber onde estão as chaves do carro, mas prontos a citar Umberto Eco a cada vez que um companheiro diz por acaso a palavra “monastério”.

Cuidemos de nossos adolescentes. Vídeos clandestinos no Youtube deram conta de alunos gravados enquanto liam Um Mundo Feliz. Foi um escândalo maiúsculo, sobretudo quando um dos estudantes, sem deixar de rir como um tonto, falou da euforia que lhe provocava  Ibargüengoitia. Foi um dos casos mais vexatórios que tive de presenciar. O diretor da escola teve que sair desmentindo o ocorrido, a fim de que nenhum pai de família acreditasse que ali – num instituto tecnológico – estava-se propiciando o consumo de romances.

Mas o assunto não pode acabar aqui, numa mera anedota. Sabe-se de jovens que levam à escola livros QUE NÃO pertencem a nenhuma assinatura e que, às escondidas, examinam durante os recreios, enquanto seus companheiros – sem dúvida, os mais sãos e quem no fim das contas levarão adiante este país – praticam esporte ou flertam com as meninas. A Associação Estatal dos Pais de Família pediu às autoridades que executem a “Operação Mochila” a fim de confiscar qualquer livro que não tenha sido pedido pelos professores. E se trata de algo que é urgente estender a outros colégios, para cumprir um dos objetivos centrais deste governo: trabalhar para que a literatura não chegue a seus filhos.

Por outro lado, estudos têm demonstrado que autores que consideramos inofensivos, como Stephen King ou J. K. Rowling, servem de porta de entrada a outros romancistas muito mais fortes e viciantes. Que se, como pais, descobrirmos Harry Potter no quarto dos meninos e fazemos vista grossa, somos responsáveis de que, no futuro, o garoto termine nas garras paranoicas de Philip Dick ou viajando nas cidades invisíveis de Italo Calvino. Não permitamos isso, por favor, senhores, vigiemos o que entra em nossas casas e, lhes asseguro, ainda que para seus filhos seja “mero entretenimento”, é algo muito mais perigoso que isso.

Finalmente, devemos exigir de nossas autoridades que combatam o tráfico de livros, a compra e venda de segunda mão, os empréstimos, os roubos das bibliotecas, as adaptações cinematográficas, as resenhas elogiosas nos jornais e inclusive até blogs, e promover, em vez disso, as apresentações de antologias de poemas locais, as oficinas literárias, as premiações de Jogos Florais, as teses, os simpósios e todas essas práticas que, graças a Deus, nos têm ajudado a manter longe o aliciamento de nossa juventude pela literatura.

Por um México livre de livros!

 

EDUARDO HUCHÍN SOSA (Campeche, 1979) é músico do dueto Doble Vida e autor do livro ¿Escribes o trabajas? (FETA, 2004)